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Como identificar madeiras? Métodos de identificar madeiras

A identificação das madeiras, que se baseia nos caracteres anatômicos do lenho, dá-se sobre a amostra do tronco. Podemos observar o tronco de acordo com três tipos de corte: transversal, longitudinal e longitudinal radial. Constitui um método ideal de identificação para comércio e indústria.

Os objetivos principais da identificação das madeiras são os seguintes:
a) Identificar a espécie botânica correta dentro do reino vegetal.
b) Constituir uma base para quaisquer estudos tecnológicos que sejam efetuados com as madeiras.
c) Assegurar a comercialização das madeiras, tanto no comércio interno como no internacional, evitando-se substituição de madeiras por espécies não identificadas, enganos e fraudes.


Como identificar madeira

Podemos identificar as madeiras através da observação dos tecidos lenhosos, quando visto a olho nu ou com o auxílio de uma lupa. Esta deve ser colocada em contato com a superfície em exame, procurando-se sempre uma posição que forneça iluminação adequada sobre o campo visual.

Também podemos observar a madeira em pequenas partículas numa lâmina de microscópio que contenha cortes anatômicos de madeira. Na lâmina já preparada, observamos os aspectos morfológicos (referentes à forma) dos tecidos e seus elementos.

Caracteres anatômicos importantes na observação visual da madeira

Parênquima

É um tecido de enchimento e de reserva, geralmente mais claro que a parte fibrosa do lenho, constituído principalmente de amido, óleo-resina e outras substâncias. O tipo de disposição e abundância do parênquima, quando vistos na superfície transversal, constitue características definidoras da espécie de madeira.

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Vasos / Poros

Série vertical de células que formam uma estrutura tubular de comprimento indeterminado. Na anatomia das madeiras, a seção transversal de um vaso é denominada poro. Os vasos podem ser classificados em tipos, distribuição, conteúdo, tamanho e frequência.

Raios ou Parênquima Radial

Agregado de células do parênquima que se dispõem no sentido radial em relação ao eixo da árvore. Na superfície do topo aparecem como numerosas linhas retilíneas, geralmente mais claras; na superfície longitudinal tangencial, apresenta geralmente forma lenticular e na superfície longitudinal radial aparecem como linhas ou fitas horizontais, formando, às vezes, configurações distintas a olho nu.

Características auxiliares na identificação

  • Cor: pode ser observada na superfície do cerne recém polido. A cor do cerne depende de substâncias corantes que impregnam o material lenhoso. Nas madeiras tropicais a gama de cores é bastante variada.
  • Cheiro: considera-se o cheiro da madeira seca, pois, quando verde ou semi-seca, pode apresentar cheiro pronunciado ou rançoso, resultante de fermentações. A madeira seca quando umedecia, realça o seu cheiro.
  • Gosto ou sabor: está bastante associado ao cheiro e pode ser notado em madeiras verdes ou recém cortadas.
  • Textura: é a impressão produzida pelas dimensões dos elementos do lenho, principalmente vasos e raios. Pode ser grosseira, média ou fina, dependendo do diâmetro e/ou largura destes elementos.
  • Fio ou grã: é dado pela orientação dos elementos fibrosos da madeira.
  • Figura ou desenho: refere-se ao aspecto observado na superfície longitudinal de uma peça de madeira.
  • Dureza: refere-se a maior ou menor resistência que a madeira oferece ao ser cortada. A dureza das madeiras é bastante variável, indo desde as muito macias (balsa) as muito duras (aroeira).
  • Densidade ou massa específica: é a relação entre o peso e o volume da madeira num mesmo teor de umidade. Está associada com a dureza e o peso. Assim temos desde madeiras muito leves (balsa) até muito pesadas (aroeira, ipê, etc).

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